Qual é a diferença entre meningite viral e bacteriana?

Você sabe o que é meningite? Como se pega e quais os sintomas e tipos da doença? Se não, seu lugar é aqui.

A meningite é, como o nome indica, uma infecção nas meninges, que são as membranas que revestem a medula espinhal e o cérebro. A mesma possui uma variação em sua causa, podendo tanto ser viral como bacteriana.

Mesmo com todas as prevenções e tratamentos que estão em constante avanço, ainda se tem um número alarmante de pessoas que são afetadas pela enfermidade, podendo em muitos casos ser fatal. Por isso, a importância de saber mais sobre ela e sobre como combatê-la, de forma a reduzir os danos. Vamos a algumas informações para que você entenda mais sobre o assunto.

Como se contrai Meningite?

Como já foi falado anteriormente, a meningite ocorre pela infecção nas meninges, que são as três membranas que envolvem a medula espinhal e o encéfalo. Essas membranas protegem os órgãos contra os agentes que causam as infecções por vírus e bactérias.

É importante ressaltar que as meningites, tanto bacterianas como virais, são contagiosas. Sendo assim, é possível passar de uma pessoa para a outra, por meio de contato com a saliva e também por secreções respiratórias. Porém, sabe-se que o contágio não é tão extremo e, portanto, a transmissão normalmente ocorre entre contatos mais prolongados, como o de pessoas que moram na mesma casa ou que passam muito tempo juntos compartilhando objetos.

A meningite viral tem uma peculiaridade que é a possibilidade de pegá-la por meio do contato com alimentos e água não tratada ou, ainda, que estejam contaminados com fezes de alguém infectado. Porém, nem todas as pessoas que possuem contato com agentes infecciosos tem a tendência de desenvolver a doença, dependendo mais de fatores como imunidade e a capacidade do organismo de se defender.

Quais os sintomas?

A meningite apresenta alguns sintomas em comum, independente do tipo. São eles: dor de cabeça, dor e/ou rigidez na nuca, vômito, dor nas articulações, sensibilidade à luz, confusão mental, sonolência, manchas avermelhadas na pele, febre e convulsões.

Esses sintomas aparecem tanto em adultos como em bebês, variando conforme o caso. É importante que, em caso de dúvida, o indivíduo procure o médico rapidamente para o diagnóstico correto.

Meningite bacteriana e viral: qual a diferença?

Como o próprio nome diz, uma meningite é causada por bactéria e outra por vírus. Normalmente, a meningite viral é considerada a menos grave e que não deixa sequelas. Em contrapartida, a meningite bacteriana pode ser muito mais grave e até letal.

A meningite viral é usualmente do tipo enterovírus, mas também pode ter as suas origens em vírus como HIV, herpes simples, zika e alguns outros. Para o diagnóstico, são utilizados testes clínicos e o tratamento não é específico. Sendo assim, na maioria dos casos somente o uso de antitérmicos para a febre e o repouso já dão conta.

Por outro lado, a meningite bacteriana tem a causa mais comum nas bactérias Neisseria mengitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae. A primeira dessas citadas é a que causa a meningite meningocócica, que também conhecida por ser a mais grave.

Para esse tipo de meningite causado por bactérias, são feitos exames laboratoriais e físicos, como do líquor, o líquido presente entre as meninges, e amostras de sangue. O tratamento é orientado pelo médico, sendo normalmente com antibióticos.

Previna-se contra a meningite

Sabe-se que as vacinas são a forma mais eficaz e segura de prevenir a meningite bacteriana e viral. Algumas vacinas são oferecidas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, e fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI). São elas: ao nascer, a BCG; no terceiro e quinto mês do bebê, a Meningocócica conjugadas C; no segundo e quarto mês, a Pneumocócica conjugada 10-valente; no segundo, quarto e sexto mês, a Pentavalente; e entre 11 e 12 anos de idade, a Meningocócia ACWY.

Nos centros de imunização privados, ainda estão disponíveis sob agendamento as vacinas Meningocócicas B (terceiro e quinto mês do bebê) e a Pneumocócica conjugada 13-valente (segundo, quarto e sexto mês de vida e reforço com 1 ano e 1 ano e três meses).

Fique ligado que, em caso de bebê prematuro ou com condições especiais, as recomendações para a vacinação podem alterar. Siga sempre as orientações de um pediatra e se atente ao calendário para a imunização.

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